Para construir uma cultura organizacional com foco na diversidade é preciso falar e entender um pouco sobre experiência da economia e das relações. E quando falamos em experiências, temos que considerar as relações – estamos nos referindo às experiências entre clientes e produtos, marcas e públicos, funcionários e empresas e muitos outros tipos de relacionamentos. Para ter uma experiência positiva é importante considerar cada vez mais a diversidade como fator estratégico de uma cultura organizacional.

O que é a Economia da Experiência?

O conceito de economia da experiência foi introduzido em 1999 por Joseph Pine e James Gilmore, ambos especialistas em mercado pela Universidade de Harvard. Neste período, os pesquisadores realizaram um complexo estudo sobre as tendências de vida e consumo na atualidade e chegaram à conclusão de que as empresas devem priorizar a “promoção e venda de experiências únicas”, ou seja, “emoções memoráveis para os consumidores em geral” para transformar a proposta de valor da sua marca e capturar seu público-alvo.

O cliente quando compra uma ferramenta, por exemplo, não se apega à ferramenta em si, mas há experiência que ela proporciona. E isso estamos falando do cliente externo. Já o cliente interno – os funcionários buscam empresas com valores, culturas, cargos e funções que possam proporcionar experiências positivas, não apenas para a sua vida profissional, mas também pessoal.

Autores como Alvin Toffler, Joseph Pine e James Gilmore trouxeram à reflexão o impacto do valor e da experiência nas relações humanas, no comportamento e nas decisões das pessoas. O valor implícito na experiência é o foco, e não o produto ou serviço em si. Conforme o termo, é como se o mundo dos negócios fosse um palco e os produtos e serviços apenas objetos de cena, mas o que cria valor são as experiências pessoais dos funcionários, no caso do público interno.

Uma empresa é uma abstração, que só tem sentido a partir das pessoas que a compõem. Não podemos falar em experiência humana sem falar sobre cultura e diversidade. Mesmo quando a empresa possui um direcionamento bem assertivo sobre os seus cargos, funções e perfis de funcionários desejados na hora do processo seletivo, deve considerar que cada indivíduo é um universo de potencialidades.

E quando a diversidade é um requisito nos processos de cultura organizacional, quem ganha é a empresa, pois pode proporcionar uma experiência mais ampla não apenas entre os seus funcionários e equipes, como também ao cliente final. Pois são pessoas, pensamentos e visões diferentes voltados para um objetivo comum, desta forma, a visão de tudo que for necessário ser feito será bem mais completa, pois irá compor as diferenças e diferentes para um mesmo ponto.

O que a cultura organizacional tem a ver com a experiência

A cultura organizacional é a espinha dorsal de uma empresa. Ela deve ser flexível na medida certa e coerente com a natureza do negócio e com o contexto social em que a empresa está inserida (ou deseja se inserir).

Ela não surge simplesmente, mas sim, deve ser desenvolvida e idealizada de forma estratégica. Em empresas de alta performance e que buscam diferenciação para se manterem no mercado, é importante que este projeto de cultura organizacional seja pautado na experiência positiva, no exemplo da liderança e principalmente em valores comuns.

Um projeto de cultura organizacional com o objetivo de levar uma organização para ter alta performance deve considerar em sua proposta uma experiência diversificada, ou seja, valorizar justamente a diversidade. Diversidade é um tema muito em pauta atualmente, inclusive nos meios empresariais e no mercado. E não é por menos: a Economia da Experiência pressupõe um universo muito amplo, que respeite as diversidades, desejos individuais, diversificadas formas de ser, agir e pensar, dos diferentes valores e crenças e das infinitas possibilidades sociais, cognitivas, fisiológicas e ideológicas das pessoas envolvidas.

Desta forma, a cultura organizacional em empresas que almejam a alta performance deve valorizar a diversidade como meio de expandir as suas possibilidades, de gerar um ambiente enriquecido e proativo, que incentive trocas mútuas e aprendizagem, com o propósito de inovar e gerar diferenciais exclusivos. Neste aspecto, para implantar esta cultura de diversidade é importante preparar a equipe interna para saber se posicionar e ouvir os diferentes tipos de pensamentos como também saber selecionar pessoas que saibam receber feedbacks e se posicionar no momento certo.

O que enriquece uma organização com harmonia é transmitir os objetivos organizacionais com clareza e permitir que todos se manifestem para que possam através dos diferentes pontos de vista compor uma visão muito maior da existente anteriormente e levar soluções mais amplas e completas para os clientes internos e/ou externo.

Diversidade como foco para as empresas

Ter na organização pessoas diferentes, com histórias de vida distintas e que pensam de formas diferentes, ajuda a compor times com mais possibilidades de gerar novos conhecimentos e de alcançarem resultados e saídas mais eficazes. A diversidade é ainda uma aposta de grandes empresas para terem mais produtividade e inovação. Um ambiente de trabalho padronizado, limitado e engessado não é produtivo e nem criativo. diversidade Vale ressaltar que diversidade não se refere a apenas às diferenças entre gêneros, orientação sexual, diferenças etárias, raciais, étnicas, religiosas e sociais, mas sim a celebração do que torna cada indivíduo único, ou seja, cada pessoa tem o seu próprio modo de pensar, agir, escolher e se posicionar no mundo e pode contribuir com o trabalho da sua forma. A diversidade deixou de ser apenas uma prática no mercado: tornou-se fundamental para a evolução de uma organização.

Diversidade e diferenciais de mercado

A diversidade dentro das empresas é também um fator estratégico. Quando uma equipe conta com profissionais que apresentam experiências e aspectos diferenciados de conhecimento diversos, ajudam a somar as suas vivências e transformá-las em um diferencial de mercado, que ajuda a empresa a se posicionar melhor ou ainda a encontrar soluções assertivas para decisões rápidas, com mais chances de resultados positivos.

Diversidade estratégica

A diversidade deve ser uma das bases da cultura organizacional das empresas que desejam se manterem ativas em um mercado cada vez mais marcado pela competitividade, experiência, inovação e diferenciação. O próprio conceito de diferenciação pressupõe a diversidade. Além disso, a preocupação com a diversidade tem uma perspectiva estratégica, já que as empresas cada vez mais se preocupam em captarem e reterem um capital intelectual capaz de acompanhar e de se adaptar às rápidas mudanças evidenciadas a partir da globalização.

Diversidade no processo seletivo

A cultura e a estratégia da empresa começa na contratação. As contratações estratégicas devem seguir o planejamento estratégico da organização com foco nos valores, nas metas e objetivos que a empresa quer obter e conquistar.

Desta forma, se a diversidade for um valor importante para a empresa, é importante que esteja presente em todos os processos existentes. E se isto é uma realidade para a empresa, também é essencial que a diversidade seja visível para os candidatos durante o processo de recrutamento e seleção, para que se identifiquem com o local e a cultura de trabalho desde o início do processo.

Através de estudos foi identificado que as pessoas apresentam uma tendência a selecionar seja por aspectos conscientes ou inconscientes perfis próximos ao já existente dentro da organização. Além disso, e claro, também é sabido pelo meio organizacional que existem diversas contratações por determinadas preferências ou indicações e não apenas pelas qualificações e competências.

Por isto, para ter uma seleção com foco em diversidade é fundamental que antes exista a Cultura da Diversidade dentro da Organização.

Várias ações podem ser aplicadas para que a diversidade seja um valor reconhecido por todos – comitê sobre diversidade dentro da empresa, campanhas de conscientização de equipes, capacitação de líderes para uma gestão com foco em diversidade, treinamentos para todos os níveis sobre diferenças e o quanto ela é importante no dia a dia de cada um e da organização, incentivo à troca de experiência e aprendizados.

No que se refere à diversidade ainda no processo seletivo, é importante salientar a importância de dar foco nas contratações para os conhecimentos, as habilidades e atitudes dos candidatos dentro das exigências do perfil da vaga.

A proposta de uma seleção com foco na diversidade é justamente trazer perfis diversificados entre os profissionais mais hábeis e completos, valorizando o que este profissional pode ainda oferecer para a experiência positiva da equipe e somar, através de suas diferenças a compor um resultado ainda maior para a organização.

Recursos e mudança de paradigma

Atualmente, há vários recursos que podem ser empregados na hora de fazer a seleção com foco na diversidade. Um destes recursos é a seleção às cegas, que ajuda a promover a diversidade na empresa, de forma mais justa e eficiente – veja mais sobre este assunto nesta matéria já publicada em nosso blog. Vale ressaltar que não se trata apenas de uma mudança de paradigma de gestão focar na diversidade, mas requer uma mudança de mentalidade dos próprios profissionais que compõem os times dentro das empresas – os que já estão contratados e os novos. E o RH tem uma missão importante nesta transição e na manutenção desta cultura que valoriza o diverso.

Passo a passo para a cultura organizacional pautada na diversidade

Até aqui fizemos algumas contextualizações importantes para que compreenda de forma um pouco mais ampla o conceito de diversidade e a importância da economia da experiência. Abaixo, vamos propor um passo a passo de como construir e implantar uma cultura de diversidade em sua organização.

Alinhamento Estratégico

É de extrema importância que o setor de Gestão de Pessoas saiba quais são os objetivos estratégicos da organização para curto, médio e longo prazo. Tanto na visão econômica da organização, visibilidade com cliente externo como também com os funcionários.

Supondo que faça parte deste cenário a inclusão de uma cultura diversa, é importante saber quais são as expectativas ao implantar esta cultura e quais indicadores serão utilizados para medir os novos resultados com o início da estratégia de implantação.

Mapeamento de Cenário

Após ter alinhado os objetivos, expectativas e métricas com a Diretoria da organização é de extrema importância que seja feita uma análise do cenário atual. Você sabe o quanto a sua empresa é diversa? Sabe informar o quanto as pessoas que fazem parte do seu time aceita formas de pensar diferente do já existente ou estão abertas a novas soluções?

Como está o seu cenário atual em relação ao cenário de diversidade que deseja construir?

Programas e ações

Após ter alinhado o objetivo com a Direção e ter feito um mapeamento de cenário, com certeza você terá muito material para construir o seu percurso que levará aos objetivos desejados da empresa.

Neste cenário é que começamos a tirar as ideias dos papéis criando programas e ações que valorizem a diversidade, algumas das ações podem ser:

  • Criar um Comitê de Diversidade com o objetivo de estudar o tema, propagar a cultura e garantir que a empresa esteja caminhando para este valor.
  • Recrutamento e Seleção com foco na diversidade
  • Integração dos colaboradores apresentando o que é diversidade para a empresa, a importância dela e como ela é respeitada no dia a dia da organização.

Transição

Muitas vezes é preciso que a empresa passe por uma transição – movendo-se de uma mentalidade antiga e tradicional, para um novo posicionamento. Para isso, é preciso fazer mudanças e adaptações, como a revisão das políticas internas, alinhamento de projetos e da própria marca, modificação no ambiente físico e no layout da empresa entre outros.

Por isto, é fundamental que a área de Gestão de Pessoas esteja alinhada com todas as demais áreas da organização para estabelecer prioridades na implantação destas mudanças.

Por qual setor vou começar? Qual processo iremos fazer diferente a partir daqui? Por que faremos este processo diferente? O que ele, neste novo formato irá apoiar e incentivar a diversidade?

Incentivo à comunicação

A comunicação interna é um fator essencial para a construção e promoção de uma cultura organizacional que priorize a diversidade. Deve haver um planejamento assertivo e contínuo para manter a mobilização das equipes para o conhecimento, vivência e experiência da diversidade.

Recursos e ações de comunicação podem ser empregados com facilidade para promover valores da empresa em relação aos funcionários – ainda mais com os avanços dos recursos digitais de hoje.

Incentivar o diálogo e o feedback entre os próprios funcionários é uma ação importante, que tira a diversidade do mero discurso, tornando-a mais que uma ação da empresa, mas algo importante na rotina das pessoas.

Sustentabilidade

Outros conceitos e valores podem estar integrados às ações que promovem a diversidade e a cultura organizacional, como sustentabilidade, por exemplo. Observar com flexibilidade como a diversidade é abordada ao longo do tempo entre os times é essencial, para de forma estratégica priorizar e valorizar certos aspectos em relação a outros – como garantir a presença de mais mulheres que se destacam em cargos de liderança ou contratar pessoas com mais experiência de vida para trabalhar com as novas gerações, por exemplo.

Apoio à liderança

As lideranças são essenciais no projeto de cultura organizacional, pois são mediadoras entre as equipes e a empresa e promovem valores e ideias com muita facilidade. Capacitar e apoiar as lideranças é fundamental. Além disso, é importante que os gestores entendam que as empresas têm a função social de desenvolver pessoas e a promoção da diversidade é uma forma de transformar a visão de mundo dos indivíduos. Veja também: 5 maneiras de criar um anúncio de vaga atraente e assertivo

Ferramentas Essenciais para a implantação de uma cultura de Diversidade

Quando falamos em Diversidade e Mudança de Cultura duas áreas se destacam fortemente para que isto seja viabilizado. A Comunicação Interna na transmissão e disseminação de uma nova Cultura e o Recrutamento e Seleção para garantir que os novos colaboradores sejam contratado através de critérios que apoiam a diversidade.

Neste cenário, queremos destacar duas empresas:

A SimplificaCI, que é um Software que Simplifica a Gestão da Comunicação da sua empresa com todos seus funcionários, disseminando a informação de forma assertiva e com métricas de resultado.

A EMPREGARE.com, primeiro Software de Recrutamento e Seleção Brasileiro preparado para realizar um processo de recrutamento e seleção às cegas, evitando assim possíveis tendências conscientes ou inconscientes de selecionar sempre o mesmo perfil. Saiba mais neste nosso artigo sobre seleção às cegas.

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